quarta-feira, 19 de junho de 2013

É apenas Vingança


Em uma de suas passagens o personagem V, de Allan Moore na Graphic Novel V de Vingança, diz o seguinte para o Finch, personagem da trama, que o ameaçava com uma arma: " Você pretendia me matar? Não há carne nem sangue nesse manto para morrerem. Há apenas uma ideia. Ideias são a prova de balas". Essa Graphic Novel nunca foi tão atual quanto nos dias de hoje. Em um ambiente inglês totalitário, surge uma pessoa que representa a liberdade, mas pela vingança. A proposta é a destruição das instituições assim constituídas e a liberdade da população, que começam a ver as ações de V como forma de se libertarem do totalitarismo. Quando finalmente V consegue desestabilizar as estruturas de estado, a população sai às ruas e o caos se estabelece. Saques, vandalismos são registrados. O governo tentando reverter a situação e "recolocar" tudo no seu devido lugar planta informações a respeito da morte do Ati-Herói, e em auto falantes implantados nas ruas de Londres informa: "O terrorista foi baleado, a insurreição acabou, por favor, retornem às suas casas e familiares", ou seja estava morto a liberdade, a esperança da vingança. V realmente fora ferido mortalmente, mas como sua ideia não morre, logo é substituído. Suas últimas palavras são emblemáticas: "Eve, aquele que me aguardava me chamou. Não tenho muito tempo...Esse país não está salvo...não. Não se iluda...Mas todas as velhas crenças tornam-se destroços...E, dos destroços, podemos reconstruir. Essa é a missão deles. Governem-se a si mesmos. Suas vidas, amores e terra. Com isso alcançado, que falem de salvação. Caso contrário, certamente serão carniça". Portanto não morre a ideia, mas apenas o homem que ali representava isso. No filme, toda a população no final usa sua máscara ratificando a proposta.

Esse emblemático texto remete-se hoje ao nosso tempo, resgatando o espírito da Vingança, jovens saem as ruas, com as máscaras do V. Esse símbolo não esconde por trás um rosto anônimo, ele é conhecido por todos nós. É o povo brasileiro, sofrido há décadas de descaso de suas reivindicações e seus anseios. Alguém ousará dizer, "mas não sabem votar, então". Não, somos jovens demais democraticamente, temos muito o que aprender. Posso colocar alguns pontos que ainda são lembrados pelo imaginário popular. Posso começar pela venda das Estatais no governo FHC, é de conhecimento de todos as formas escusas como foram feitos os leilões, tudo dentro da lei, claro. Temos também o painel de votação do Congresso Nacional. Pulando um pouco vamos ao governo Lula, e o seu mensalão, depois eleitos e reeleitos cidadãos que nem poderiam estar livres, quanto mais sendo presidente do Congresso como Renan Calheiros, associado a isso, Collor torna-se um dos principais aliados do governo federal. Ah, não se esqueçamos de Marcos Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, tão criticado pela população. Depois veio a Copa, nosso sonho, nosso sentimento de pátria de chuteiras finalmente seria realizado. Mas mais uma vez, fizeram com que nosso sonho se torna-se um pesadelo, gastamos o equivalente a três Copas do Mundo e ainda vem mais por aí, tem as Olimpíadas. Tudo o povo aguentou, até que de repente descobriram as redes sociais como forma de se organizar e anonimamente começaram a convocar as população para reivindicar seus direitos, primeiro por passagem pública de qualidade, depois, bom, depois essa mesma população começaram a querer mais. Querem mudança. Por isso os políticos não compreendem o que está acontecendo, não adianta baixar as passagens de transporte coletivo, e a qualidade? Será muito mais que isso, como é mesmo o slogan "não é apenas por R$0,20". Realmente não é. O povo quer apenas Vingança. Vingança por tudo aquilo que citei acima e muito mais. Querem Vingar, apensa Vinga a Pátria Livre.

domingo, 10 de julho de 2011

Uns caras que se chamavam Charles Dickens, Topffer e Wilhelm Busch - Parte I

Parte I - Dickens e o Pickwick

Era uma vez, há muito tempo atrás, uns caras resolveram inovar em ilustração. Resolveram trabalhar melhor a interação entre linguagem verbal e não verbal. Esses caras eram Charles Dickens, Topffer e Wilhelm Busch. Três homens de diferentes países viram um potencial imenso nessa união entre palavras e imagens. Surgiram as mais belas ilustrações do final do século 19.


Um dos maiores escritores da Era Vitoriana, Charles Dickens nasceu em 7 de Fevereiro de 1812 em Moure, condado Hampshire, Inglaterra. Escritor de livros universais como Copperfield e Oliver Twist. Os primeiros trabalhos retratavam peças jornalísticas de retratos de costume. Dickens trabalhou no jornalismo por muito tempo, mas fora um projeto em especial que estabeleceu seu nome como escritor: The Pickwick Papers.  Tornou-se um sucesso. The Pickwick Papers era uma sequências de aventuras desenhadas por Robert Seymour, ilustrador britânico. Ação datada em1827-8, tem como personagem principal o Sr. Samuel Pickwick, Esquire , um tipo velho e rico, e presidente fundador e perpétuo da Pickwick Club. A fim de ampliar as pesquisas sobre os fenômenos curiosos da vida, ele sugere que ele e outros três "Pickwickians" (Sr. Winkle Nathaniel, o Sr. Augusto Snodgrass, eo Sr. Tracy Tupman) deve fazer viagens a lugares remotos de Londres e um relatório sobre suas descobertas aos outros membros do clube.

Seu principal valor literário e de recurso é formada por suas numerosas personagens memoráveis. Cada personagem em The Pickwick Papers, como em muitos outros romances de Dickens, é desenhada comicamente, muitas vezes com personalidades exageradas. Alfred jingle , que se junta ao elenco no capítulo dois, dá uma aura de vilania quadrinhos, seus truques desonestos repetidamente deixam Pickwickians em apuros. Tamanho foi o sucesso de The Pickwick Papers, que fora adaptado para teatro, rádio e musical. Talves, seja o primeiro trabalho de equipe em produzir histórias em quadros. Começava aí uma relação muito próxima entre roterista e desenhista, entre  linguagem verbal e não verbal na produção de um texto único.


domingo, 19 de junho de 2011

E a arte sequencial

Esse nome diminutivo, e até infantilizado, revela-se para nós como uma das artes mais importantes do mundo contemporâneo, em conjunto com o cinema é a mídia mais importante do século 20. No Brasil, ainda está ligado ao desenho que nela se expressa, mesmo sabendo da carga dramática, narrativa, que um roteiro proporciona para que tais desenhos se sobressaem.
Como arte sequencial sua origem extravasa o tempo, e começa na idade da pedra, onde o homem pintou as paredes das cavernas em que vivia e nos legou a imagem simples e direta das figuras de homens em caças, em danças, imagens que narravam sequencialmente o cotidiano da humanidade pré-histórica. A linguagem, a comunicação era icônica. Os hierógriflos misturavam-se já, imagem e letras formando histórias, são por esses hieróglifos que conhecemos a história dos egípcios, por exemplo. A bíblia de Gutemberg é uma verdadeira revolução unindo linguagem verbal e não verbal, mas nada se compara a um conjunto de cenas do Trinity College Library, em Cambrige, extraído do manuscrito do Apocalipse é tão revelador. Nele cenas de anjos no céu falam em balões de texto aos homens da terra. Em quadros sequenciais vemos, pela primeira vez os quadrinhos tal como conhecemos hoje sendo produzido em 1230.
 Demos um salto, avançamos no tempo. A humanidade vive seu período mais brilhante, depois do iluminismo, as revoluções francesas e americana, a última revolução industrial nos mostra uma face imprecionante: A descoberta da impressão. Os folhetins ilustrados, romances seriados, eram vendidos de porta em porta, regularmente, como novelas de hoje na tv. Os crimes da época eram vendidos em posters nas feiras populares, como a literatura de cordel no nordeste brasileiro. As imagens de bandidos procurados são destacados em postes às centenas, Charles Dickens edita o Pickwick Paper, Topffer, pintor suíço, produz a Les Amours de Monsieur Viex-bois, hoffmann Publica Struwwelpeter, um menino distraído e desobediente e surge na alemenha pelas mãos de Wilhem Busch o primeiro personagem em ilustração em continuação: Max und Moritz.

Continua em: Charles Dickens, Topffer e Wilhelm Busch.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Inovação na Educação


Se a hélice tríplice toma formas mais concretas em determinados ambiente, em alguns lugares ainda está longe do entendimento que a integração estado, universidade e industria é mais que necessária, é urgente para que cada vez mais a profissionalização faça alavancagem de negócios, regulamentar leis a fim de dar maior segurança e equilíbrio na propriedade intelectual e sempre aproximando o mundo público do privado. As pesquisas e estudos nas universidades devem estar mais próxima do mercado, fazendo sempre aperfeiçoamento científico aliado a necessidade de mercado, a economia como um todo.
Junto a isso, precisamos preparar para formamos melhor as pessoas. São pessoas que geram inovação, ideias, conhecimentos que criam ambientes inovadores, situações inovadoras. Por meio disso é fundamental repensar, e sério, o papel da educação nesse processo, propondo reformulações nos currículos escolares, na verdade muito mais que meramente mudança de currículos é mudança de método, de postura, de visão de ensino, para que venham ao encontro da formação de empreendedores sociais, inovadores da nova sociedade, verdadeiros antropólogos e arquitetos da experiência, observadores que vêem no cotidiano forma novas de ver o mundo que o cerca, olhares treinados a sempre ver inovação no seu caminho.
Para tanto, é preciso preparar nossos jovens para a incerteza, sim, se antes a escola preparava para as certezas do mundo que nos cerca, hoje, com o mundo globalizado e com informações cada vez mais rápidas, e muitas vezes incertas, as certezas caíram por terra. Necessário há de qualificar a jornada desses jovens, qualificar o processo de educação, educar para a descoberta, abrir novas portas e estar sempre disposto a novas oportunidades.
Educar, educação voltada para a nova economia onde requer reestruturação da escola, mudar de forma efetivo seu modo de operação. Investir mais no ensino básico. Existe muito desenvolvimento científico na ponta de cima (universidade)com pouquíssimos resultados na base.

Enquanto as universidades ganham uma enxurrada de recursos financeiros, a escola fundamental sofre e pena a beira da morte. Não há investimentos suficientes para recuperá-la, os professores seguem nas condições mais inadequadas de ensino, associadas a falta de formação paralela que acompanhe constantemente o avanço do mundo globalizado. Somado a isso, como inovar em um ambiente tão estático, propício ao acomodamento como são as escolas públicas? Se inovação parte de renovar, de alterar padrões, comportamentos, construção de novos processos, como fazer mudanças quando os que devem fazer a mudança permanecem em zona de conforto? Talvez, eu disse, talvez passe por aí seu "status quo", forçando-o a mudança, se não mudar cai, é substituído pelo processo.

Outro importante valor a ser somado nesse processo é a distribuição tributaria. Não é mais possível grande parte da arrecadação do município ir para a União. Essa relação altera profundamente os investimentos, entre outros, na educação, por exemplo. A alteração do pacto federativo é fundamental para dar maior poder para as cidades. A repartição das receitas tributárias é um problema sério no contexto da nossa federação, a cada dia se nota uma hegemonia cada vez maior da União em detrimento aos municípios. Essa hipertrofia torna o desenvolvimento desassociado da vida do município, desconectado com a realidade da vida cotidiana do bairro , da cidade.

Sim, cidade, pois são nelas que as pessoas moram, estudam, trabalham, pois antes de sermos brasileiros, somos santamarienses, portoalegrenses, pernambucanos,etc. Com o fortalecimento do município, fortalece as relações básicas sociais na nossa cidade tendo mais recursos para a educação real, aquela que convivemos diariamente, no nosso cotidiano e não o que se passa no nordeste, não que isso não seja interessante para o conhecimento geral, mas é do nossa casa, bairro e cidade que primeiro devemos conhecer.

Divagamos sobre isso, se de alguma forma algo nos incomoda significa que há mudança para acontecer, do contrário na acomodação, tornamo-nos apenas meros passivos da onda de inovação que está acontecendo em todo o mundo

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Carta do 3º Congresso Internacional de Inovação 2011- O Rio Grande do Sul Inovador



A Inovação é fundamental para a competitividade do Rio Grande do Sul e para sua prosperidade. Ela se estabelece a partir da presença de condições necessárias no ambiente de negócios do nosso Estado, propiciando a geração de mais riqueza.
Consolidar o papel dos gaúchos na Nova Economia como protagonistas de um ambiente inovador é responsabilidade dos principais atores envolvidos no processo como Hélice Tripla: as Empresas, as Universidades e o Estado.
Num momento de transição democrática, cabe ressaltar o papel da Agenda2020 como ferramenta reconhecida por todos na coligação dos esforços estratégicos da comunidade do Rio Grande do Sul, incluindo a competitividade, via inovação, como um dos grandes eixos de desenvolvimento.
Em 2011, o Sistema FIERGS (SESI, SENAI e IEL) se propõe a cooperar plenamente com os esforços do novo Governo na agenda de desenvolvimento do Estado. As empresas têm um papel central na criação de riquezas e na promoção de um processo permanente de empreendedorismo, mas dependem de boa infraestrutura, centros de pesquisas e universidades, além de um processo aprimorado de educação primado pela qualidade e pela excelência.
Nesse cenário, os requisitos e as linhas de ação imprescindíveis são:
1.Trabalhar de forma intensa na continuidade da regulamentação, da divulgação e nos processos operacionais de Governo para obter os máximos efeitos da Lei de Inovação Estadual, promovendo um ambiente cada vez mais propício para manter, atrair empresas inovadoras ao Rio Grande do Sul e as e fazer crescer;
2.Educar para inovar, promovendo uma profunda mudança nos alicerces da educação fundamental no RS e salientando a sua importância para a Nova Economia. Enfatizar a melhoria do ensino de Ciências Exatas, Língua Inglesa e Informática e estimular a excelência na prática dos educadores;
3.Fomentar a cultura empreendedora e o empreendedorismo;
4.Promover a sustentabilidade como elemento de qualificação e diferenciação da indústria gaúcha na Nova Economia;
5.Fortalecer o Núcleo de Inovação RS no âmbito do MEI − Mobilização Empresarial pela Inovação da CNI, participando de suas atividades;
6.Tratar de forma diferenciada as empresas nascentes com alto potencial de inovação;
7.Estimular o capital de risco no Estado do RS a investir em empresas inovadoras;
8.Estimular os Parques Tecnológicos e intensificar os esforços para aproximar as empresas das Universidades e dos Centros de Pesquisas;
9.Utilizar o poder de compras do Estado através da Lei de Inovação ou do seu aperfeiçoamento como indutor do desenvolvimento das empresas locais;
10.Promover ações de "marca" do produto rio-grandense no Brasil e no exterior, visando ao crescimento das vendas através da participação constante nos principais eventos associados aos mercados de interesse;
11.Criar uma sistemática para difusão dos incentivos governamentais para a inovação (Lei de Inovação, Lei do Bem, Lei do MEC, Editais FINEP, CNPQ) e capacitar empresas no desenvolvimento de projetos de inovação;
12.Fomentar as parcerias de modo inequívoco entre empresas locais e empresas internacionais, visando à transferência de tecnologia ou ao desenvolvimento cooperativo;
13.Estimular boas práticas de gestão em todas as organizações do Estado, particularmente em empresas de pequeno e médio porte, visando a facilitar a absorção da inovação e a capacitação em gestão das organizações via Programa Gaucho da Qualidade e Produtividade (PGQP);
14.Articular com empresas e agentes de pesquisa e desenvolvimento (Universidades e Centros de Pesquisa) a construção de diretrizes estratégicas que lhes permitam realizar grandes projetos tecnológicos de interesse do Rio Grande do Sul, dando-lhes possibilidade de otimizar o uso de recursos disponíveis para tal finalidade nos órgãos de financiamento estaduais (Fapergs, BRDE, Caixa-RS), federais (Finep, Carta BRDE,caixa-RS), federais (Finep, BNDES, CNPq, Fundos Setoriais ,Verde-Amarelo, do Petróleo) e internacionais.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Nossa Eleição

Por que nossa? Sim, é nossa. Nossa responsabilidade, de cada eleitor, de cada cidadão pelos nossos representantes. Portanto, NÃO CULPEM OS POLÍTICOS, sim, não culpem os políticos. Nós, somente nós somos responsáveis por eleger pessoas como Tiririca, pelos santinhos sujando nossas ruas, pela inundação de placas nos canteiros, pelos jingles, enfim pelos nossa democracia ser tão insípida.
Quando criticamos nossos políticos, acusamos de corrupção, porém temos que primeiro avaliar quem nós elegemos, qual o histórico político do nosso candidato. Elegemos porque o cara foi campeão da América pelo grêmio, caso Darlei, foi campeão do Tetra pelo Brasil, caso Romário e Bebeto, ou é um palhaço, como o caso do Tiriica, porém isso não é razão suficiente para confiarmos nosso voto. Nada contra essas pessoas citadas, mas quem são? Qual sua conduta política, tem capacidade para exercer uma função política? Nunca pensamos isso, elegemos simplesmente porque ele foi ou é nosso ídolo, e cá entre nós, uma representação muito pouca para o que queremos. Ainda reclamamos, reclamamos, mas reelegemos Renan Calheiros, quase elegemos Fernando Collor de Mello, e tantos outros que se eu for enumerar, seria um texto somente com o nome dessas figuras que deveríamos extirpar do cenário político.
Outro ponto, sobre sujeira nas ruas, placas nos canteiros das avenidas e jingle. Não podemos culpar os políticos sobre isso. é NOSSA CULPA, somente nossa, ter pouca memória, não estudar em quem vamos votar, e não conhecer sequer o número de nosso candidato. Porque, vamos lá, você lembra de todos os números que digitou na urna?? Sinceridade, não. Então por isso, que ao entrar em alguma sessão eleitoral existe uma enxurrada de papéis de candidatos, eles colocam ali para que nós não nos esqueçamos de seu número, ah! E se não tiver ninguém para votar pegar o que está no chão, é mais prático (não é a toa que os santinhos são de uma pompa só e no verso só tem instruções de como votar, história do candidato? Para que?).
E as musiquinhas? Os jingles! Quanta alegria, quanta informação! Saiba, eles servem somente para você gravar o nome ao número do candidato, pois nós não temos capacidade de fazer isso sem uma ajudinha de um som do candidato passando pela nossa casa.
Portanto, não culpem os políticos, é responsabilidade nossa, somente nossa, toda atitude que um político toma, seja ele em campanha política ou nos representando no Congresso, Senado ou Assembleia.
Pensem a respeito

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Posso Perguntar?

Um continho antigo que achei perdido por aí.

Um homem e uma mulher, estranhos um ao outro, estão presos no elevador. Ele, então se dirige para ela:
- Posso perguntar?
- O quê?
- Não sei. Tenho dúvidas. Posso perguntar?
- Mas se você não me disser o que, eu não saberei se vou poder responder.
- Isso importa? Quer dizer... Tenho que obrigatoriamente ter uma pergunta formulada para receber uma resposta pronta?
- É o mínimo. – Responde ela ironicamente.
- Mas eu quero perguntar.
- Sobre o que?
- Quero indagar, ter respostas, enfim, quero perguntar.
Ela ameaça por a mão no rosto como forma de indignação, mas se contém.
- Seja mais claro.
- Se eu tivesse clareza sobre o que eu quero perguntar eu não indagaria. Não acha?
- Ai, ai.
- Quando pergunto quero respostas
- O que você quer saber?
- Você já me perguntou isso. E quem tem dúvidas sou eu.
- Por que só você tem dúvidas? Eu não posso ter?
- Pare de perguntar. Esse é meu papel.
- Agora você está afirmando?
- Mas que coisa! Para de perguntar. Lembra? Alôo! Eu pergunto.
- Está certo. Então, vá lá. O que quer saber?
- ...
- Tudo bem, pergunte.
- Sei lá, quero perguntar. Faz uma hora que estamos presos no elevador e até agora não sei nem seu nome.
- Lúcia.
- Mas eu não perguntei nada!
- Então pergunte o meu nome.
- Não me diga o que tenho que perguntar... Mas é uma boa idéia para uma pergunta...
Qual é o seu nome?
- ... (silêncio) Lúcia. – Responde com uma cara típica de quem está prestes a cometer um assassinato.
- Prazer, o meu é Marcelo.
E passaram mais 40 minutos até que alguém da manutenção concertou o elevador e os dois saíram. Ela soltando “fogo pelas ventas” e ele com um sorriso de satisfação, tinha, finalmente começado uma conversa uma mulher.
E o guardinha da portaria só olhando.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Grato, Saramago


" Acho que na sociedade actual falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer os objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem idéias, não vamos a parte nenhuma."
Saramago.
Hoje morreu uma figura incomum: José Saramago. Está alí nas minhas imagens, a esquerda, entre tantos que já se tornaram imortais, como Descartes, Maquiavel, Machado de Assis, e tantos outros que representam ou marcam uma história, uma vida.

Seu último texto nos é revelador: é necessário refletir, pensar, porque em um mundo sem idéias, vivemos na mecanicidade que tanto condenamos.

Grato senhor, estás para sempre entre os imortais.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Divagações


Em que mundo vivemos? Qual o valor das relações? Quanto vale as relações compartilhadas entre as pessoas? Tem peso? Há muito, perguntas como essas tem circulado em minha cabeça. Vivemos em um mundo onde o desgaste das relações chegaram a uma complexidade tal que viver tornou-se um amargo pesar. Pena, penso que isso tenha ocorrido. Ao invés de vivermos, ficamos pensando no que vai dar errado, sem saber se vai dar ou não.
Fizemos projeções malucas e baseada em suposição, variável (sim, no singular, uma suposição e uma variável). Não entendem que a vida não pode ser levada tão a sério, devemos tê-la em nossas mãos, mas nunca sufocá-la. Deixe acontecer. Sinta a brisa do ar e perceba que a vida é simples, tudo é simples. Tudo, absolutamente tudo está nas pequenas coisas, no convívio, no relacionar-se, no estar com alguém ou não querer estar.
Os milagres não são coisas magnânimas onde grandiosas ações acontecem. O nascimento de uma criança, o fazer sorrir de um velho solitário, o amar uma pessoa, são os exemplos mais claros de milagres que acontecem todos os dias.
Mas nós não percebemos mais isso. O que importa é a não vida, a não relação, a complexidade, a morte do ser de fato humano. Ao nosso redor o mundo se transforma, e nós vamos morrendo em vida a cada dia, a cada instante.

Quando vejo a humanidade, vejo com olhos de pena

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sobre o II Congresso Intenacional de Inovação


O II Congresso Internacional de Inovação criou no seu espaço uma ampla discussão sobre os processos inovadores no mercado econômico, pouco foi discutido sobre inovação social e o papel da sociedade civil organizada no processo de inovação. Percebe-se que ainda há uma tendência clara de pensar inovação somente como mercado econômico, sem pensar nas relações interpessoais que estão surgindo cada vez mais e potencializando o capital humano.
Parece ser consenso que investir na educação como processo para alavancar a inovação nos seus mais diferentes espaços é de fundamental importância, porém segue a questão de como investir e planejar essa área tão estratégica para a inovação. Prossegue as discussões que os incrementos nas pesquisas, principalmente em universidades, passam a ser um viés importante, porém é nesse quesito que existe uma proposta em aberta.
As universidades e instituições de ensino defendem que seus estudos e pesquisas, independente do indivíduo pesquisador, pertencem à universidade, principalmente no que diz respeito às públicas. Da mesma forma, a indústria, advoga que as pesquisas de relevância inovadora devem servir aos interesses do mercado, visto a importância estratégica para o crescimento econômico. O estado, por sua vez tenta regular e mediar essa discussão, e o que tem acontecido é que boa parte das patentes sobre inovação estão ficando cada vez mais para às universidades e instituições de pesquisa, dando-as um poder importante dentro da relação estado, indústria e universidade. Ao que parece a hélice tríplice ainda não alçou vôo devido ao clareamento do papel que tem cada um dos três elementos.
No que diz respeito às pesquisas e patentes por parte do setor público, um exemplo a ser citado é o de biotecnologia. Nessa área, as instituições de pesquisa pública correspondem a 10 vezes mais que a privada e na Europa 23,8% das patentes sobre essas pesquisas são públicas, o que deixa, segundo a observação de alguns industriais, o setor privado refém do estado. Eles entendem que o estado, as universidade e instituições de pesquisa pública devem servir ao interesse privado, sem ônus.
A biotecnologia vem crescendo no vácuo cada vez maior da produção de petróleo que chegou a uma estabilidade de produção e está dando sinais claros de queda. Além do mais, os países ricos e ditos emergentes não se permitem mais ficarem reféns de Estados que concentram maior parte de energia fóssil. Países esses que cotidianamente encontram-se em conflito aumentando a tensão internacional, exemplos disso não faltam, Venezuela, Arábia Saudita, Iraque, etc.
Portanto, a volatilidade do petróleo e falta de capacidade de produção uniforme tornaram-se importantes fatores para a produção de outras alternativas de energia. O Brasil, no investimento em pesquisa com o biodiesel, tem dado mostras importantes nessa direção, porém, a comunidade internacional, apesar de aplaudir os estudos de pesquisa brasileira, afirmam que o biodiesel tem baixo valor energético, e que é necessário desenvolver outros meios de produção com maior valor.
Exemplos como energia eólica e solar ainda são alternativas, mas permanecem sendo de alto custo, sendo que precisam de uma grande área territorial, o que tem tornado, ainda, muito problemático a sua implantação em larga escala.
Ainda, o investimento em mão de obra para pesquisas de energias sustentáveis devem ser o foco dos próximos anos. Mesmo como a queda dos transgênicos na crise da moratória em 1999, o crescimento nas pesquisas sobre biotecnologia tem crescido muito. Porém o investimento ainda é alto e as indústrias, ditas grandes, não tem dado suporte suficiente para investimentos nesse campo, ocasionando uma abertura significativa para empresas de pequeno e médio porte se inserirem fortemente no mercado. Esse alto preço de investimento tem forçado o estado a propor políticas públicas conduzindo para a pesquisa.
Logo, para se ter um desenvolvimento sustentável precisa-se de lastro para ter maior investimento em educação dando prioridade para ciência, tecnologia e inovação, induzindo e fomentando a pesquisa científica e tecnológica. Para tal desenvolvimento é preciso ter recursos financeiros, estrutura compatível, ter trabalhos, centros de pesquisa, empresários e governo trabalhando como hélice tríplice, políticas coerentes com condições de investimentos, legislação moderna e fiscalização por meio de um arcabouço legal ágil e dinâmico. Um exemplo disso são as novas leis e programas estaduais sobre inovação como o Pró – Inovação RS, a lei de Inovação do estado, onde empresas inovadoras terão aproveitamento de desconto no ICMS e por parte do Ministério de Ciência e Tecnologia, a criação da Secretaria Nacional de Inovação e seus desdobramentos.
Para se ter uma sociedade inovadora é preciso a construção do conhecimento tácito para o explícito por meio de cooperação entre sociedade, universidade, empresas, entidades e governo. Dando a todos apoio e observância sobre a educação e a ciência. Como inovar nesse processo? Há um entendimento que é preciso inovar em conhecimento.
Para se ter uma ambiente favorável à inovação é preciso pensar inovação de processos, se incorporar às evoluções que o mercado exige. Para isso é preciso ajustar o comportamento gerencial e estimular atitudes inovadoras. A indústria deve se organizar por meio de inovação e melhorias para se manter no mercado. Acrescenta-se também a uma forma para medir o índice de inovação, incluindo métodos que meçam competência e capacidade para se ajustar. Nesse caminho não é mais possível conciliar juros altos com incentivos a inovação, logo, os desafios da gestão pública estão em resolver tais problemas no entrave para inovação.
O Brasil, apesar de alguns avanços, ainda está aquém do que é posto. No ranking mundial o país encontrar-se em 70ª lugar em IDH e é posição 56ª em competitividade. A taxa de escolaridade também não é animadora, apenas 12% de jovens entre 18 e 24 anos estão na universidade, e entre 25 à 34 anos cai para 10%. Na área de engenharia, ou seja, infra-estrutura (pesquisa e estudo) apenas 5% da mão de obra está qualificada para o setor.
Também vale lembrar que em 2007 apenas 200 empresas foram beneficiadas pela Lei do Bem (lei de pró – inovação tecnológica na indústria) e em 2008 apenas 34 operações foram contratadas para busca de recursos junto ao FINEP. Demonstrando que o sistema de inovação do país ainda é elitizado, pois somente quem detém as informações e os caminhos conseguem recursos e facilidades, ou seja, somente quem consegue é quem tem um alto poder aquisitivo para contratar pessoas ou consultorias para isso.
Inovação não é o fim, é o meio, por isso devem ser feitas estratégias para massificar o comportamento empresarial em direção a inovação. O estado deve trabalhar com conceitos de governança, gerenciando os processos como agenda estratégica, e tendo a premissa de inovação comportamental.
Na era do conhecimento é preciso definir, principalmente, o papel da universidade. Existe uma corrente que discute a possibilidade de ter cadeiras de empreendedorismo em todos os cursos de graduação, pois por mais que não se empreenda, todos têm que saber seu papel no processo (exemplo clássico do trabalhador que aperta o parafuso e não conhece ou compreende o todo).
O estado deve propor políticas públicas para o setor de inovação e manter a longo prazo tais políticas. A indústria deve estar pronta a inovar nos seus meios de produção. Para isso é necessário investir em uma infra-estrutura nacional, sem a qual não há inovação. Não basta apenas pequenas e médias empresas inovarem de forma isolada, é preciso uma articulação para definir a participação dos elementos sociais, e nesse ponto, a atuação do estado é fundamental.
Por falta de disciplina 96% dos esforços de inovação fracassam. Para inovar é preciso ter princípios, como prestar atenção em novas vozes fora e dentro do meio, incentivar e estimular novas perspectivas (deixar fluir tempestades de idéias), derrubar as ortodoxias nas instituições, colocar-se dentro da cabeça (ex: como a dona de casa pensa, quais suas necessidades, o que ela faz, etc) e pensar na necessidade dos consumidores dentro da cadeia (ex: hospital, do atendimento, ao exame).
Nesse caminho pensar uma política financeira é preciso. Há um apontamento para fundos de capital de risco híbrido, onde estado e indústria assumem seus papéis na produção de inovação. Algumas observações foram levantadas como a não existência de uma distribuição uniforme de recursos financeiros e que a internacionalização da inovação causa desuniformidade na aplicação de crédito.
Mesmo assim, por mais que existam investimentos diferenciados, devido, as capacidades econômicas, a globalização está otimizando as cadeias de valor a nível mundial, deixando menos espaços para iniciativas regionais locais, portanto pensar inovação como processo mundial é de fundamental importância. Mesmo assim, não se devem descartar as diferenças regionais.
Devem-se incorporar as mais recentes tecnologias, adicionando serviços avançados e também fortalecimento no campo global. Podemos dar um exemplo: Se a China vende câmeras de vigilância, por exemplo, outro país, ou região investe no serviço de instalação e vice e versa. Pensar em prestação de serviço ajuda a agregar valor no que é disponibilizado no mercado (refletir em APL’s, ou Clusters de serviços). Ou simplesmente olhar para todo o processo: fabricação – serviços (processamento, personalização e logística).
Por fim, a inovação deve estar nas novas relações entre estado, governo e indústria, como cada um está no processo, quais são as mudanças importantes para que haja melhor interação entre as organizações postas, e qual o papel da sociedade civil organizada nesse processo? Cada elemento deve potencializar sua participação na relação, e modificar-se, transmutar-se para não ficar a reboque do processo evolutivo da inovação. Portanto, urge as universidades se descompartimentalizar e pensar o conhecimento como um todo; o estado deve desburocratizar a fim de tornar-se um agente ágil e moderno frente ao volume cada vez mais crescente de demanda; e a indústria deve modernizar-se, atualizar, passar do papel de mero empregador para o papel de empreendedor de inovação.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Caros Senhores da Vida, Tenham Sangue em Suas Veias

Caros senhores da vida, tenham Sangue nas veias que correm por seus corpos, tenham tino de perceber a notável vida que corre em seus olhos. Um tolo gritava em um seminário sobre a cidade: - Santa Maria é referência em saúde. Outro, mas sábio, respondia: - Para quem tem plano de saúde, sim. E se nossa comparação são outras cidades da região, então não sei qual o parâmetro usado para comparar cidades com cidades, em primeiro lugar porque essas tem um número muito menor de habitantes que nossa cidade e outra é o perfil que tem Santa Maria em comparação com as demais cidades, portanto não confere a realidade que a nossa cidade é referência em saúde.
Tirando o fato desse debate anteriormente citado não ser fictício, o que presenciei recentemente em um hospital público em Santa Maria foi lamentável. Um senhor de 75 anos passou mal bocados para poder marcar uma cirurgia de emergência. Algum desaviadado (sim, desavisado) pode dizer que é muito o número de pacientes e mínimo o número de médicos, mas convenhamos que o trato com o ser humano deve ser no mínimo pré - requisito para a preservação da vida. E isso definitivamente não existe. O senhor que chegou para uma cirurgia às 8 horas da manhã foi liberado às 17 horas para voltar dois dias depois. Ele voltou para entrar na sala de cirurgia e ser dispensado 3 horas depois porque a cirurgia anterior tinha demorado mais do que devia. Resultado, o senhor de 75 anos, meu pai, ainda espera, na fila, um dia ser atendido. Enquanto isso o tempo vai passando, passando, passando.

sábado, 17 de outubro de 2009

Analfabeto Informático

Recentemente deparei-me com um novo (ou talvez nem tanto) fato que vem acontecendo sistematicamente com os usuários da Internet: Estão se esquecendo de como usar a acentuação, 0 uso de letras em determinadas palavras, concordância, pontuação, enfim uma gama de recursos da língua portuguesa que utilizamos cotidianamente na construção de nossos textos seja no Word ou em e-mails.
O que tem acontecido é que esses instrumentos, para a boa utilização da informática, possuem ferramentas de correção que ajudam na formulação do texto. Esses recursos, de certa forma importantes, tem resultado em um fenômeno, no mínimo interessante. Acostumados a correções como do Word ou e-mails, o usuário não mais se preocupa o porque de tal palavra é utilizada de determinada forma. A consequência disso é que na escrita manual, sem os recursos da informática erros grotescos tem acontecido de forma sistemática e corriqueira.
Para exemplificar isso, tomarei um exemplo. Aconteceu em um seminário. No determinado momento do dito seminário, foi pedido que nós nos reuníssemos em grupos, o que aconteceu de forma natural. Não vem ao caso o conteúdo, mas em determinado momento o orientador dos trabalhos pediu para nós escrevermos em flip sharp para posterior apresentação, o que aconteceu foi uma sucessão de erros grossos que comummente não acontecem. Esse exemplo, não é uma exessão, muito antes pelo contrário, tem se tornado comum aos usuários da língua portuguesa.
Uma nova geração de escritores analfabetos informáticos tem surgido. Com o emprego muito mais comum no nosso dia a dia, a utilização de ferramentas de correção tem se tornado uma espécie de muleta cotidiana em nossas vidas.
Soluções? não se avoluma nada no horizonte, na verdade, pelo que tem se percebido é de certa forma a ignorância de tal fato. Espero, sinceramente estar errado, mas é que é preciso rever, nesse ponto, até o ensino da língua portuguesa e de forma profunda. Estudar tal fenômeno propor linhas de soluções para isso.
PS: Nesse texto foram utilizados seis vezes ferramentas de correção. Falta de letra ou uso errado e também a utilização de sinônimos a fim de não acontecer a redundância da palavra.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mundo dos Fragmentos

Outro exercício. Queria saber como está meu fluxo de pensamento e organizá-lo no texto. Portanto, pensei em algo relativo a observação do cotidiano com a idéia de fragmentos.
Vivemos no mundo dos fragmentos. Tudo, absolutamente tudo vemos e trabalhamos de forma fragmentada. O pai não vê mais a família, mas os fragmentos que as compõem disassociados: esposa, filhos, sogras e apêndices. O aluno não vê mais o conhecimento que o invade mente a dentro, mas sim os cálculos, as letras, a música, enfim, tudo aquilo que de forma fragmentada não comportam em sua vida é desfragmentado.

Por ser sua vida em pequenos pedaços, em pequenos espaços temporais devem comportar todas as ações. O amor deve ser rápido. Aqueles de filme, é um olhar, um beijo e viverão felizes para sempre (enquanto o fragmento durar).

O conceito de fragmento, se fossemos estudar as cabeças dos seres humanos dessa terra, certamente encontraríamos lá páginas de Internet, tudo fragmentado em janelas virtuais. Cada livro lido é uma verdade absoluta (sim, senhor, estamos de volta às verdades absolutas), para ser logo em seguida desfragmentado e fragmentizado em outro livro e em outra realidade absoluta.

Por falar em absoluta, vivemos no absolutismo do fragmento. Nele temos tudo que de imediato nos satisfaz. Para que construir, se de uma parte se é de partes que se junta o todo? Porém, esse todo não está sendo percebido e de partes em partes vamos desmontando os nossos eu's, aquilo que faz perceber o quão profundamente enraizado estamos com o todo. Ele está aqui, ali, lá, faz parte da construção do homem. Fragmentados não percebemos qual parte que nos cabe nesse grão de terra.


Fragmentos soltos, desconexos, desapercebidos, desfragmentados.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Exercício de Diálogo

Esse é um exercício de diálogo. A idéia era ver como se desenvolvia o ritmo (o que, particularmente, eu gostei) durante o texto e como eu poderia deixar subentendido algumas situações. Como exercício vale a pena. É bom ver como se desenvolve uma ação por meio de um diálogo. Gostei do resultadoe resolvi publicar aqui com o título de exercício de diálogo.
- Capaz? Jura?

- Juro.

- Que loucura!!

- Verdade, que loucura.

- Não acredito.

- Nem eu acreditva.

- Mas quando?

- Semana passada.

- Onde?

- No estacionamento.

- Capaz? Jura?

- Juro.

- No estacionamento, poxa.

- Pois é. No estacionamento.

- Que horas?

- Altas da madrugada.

- Beiiii

- Pois é. Beiiii...

- Cara, não acredito.

- Tô te dizendo.

- Não, não. Não pode ser.

- Mas digo e repito, foi no estacionamento, altas horas da madrugada. Uma loucura...



A secretária (que escutava a conversa) sai de trás da porta enfurecido.



- Mas de quem? De quem? Não se desenvolvem mais conversas como antigamente.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ausência

Mudanças, quer elas sejam das mais diversas formas, sempre acarretam em transformações, quer elas substanciais ou superficiais (físico). Quando acontece, o importante é que ao passarmos por tais mudanças, saiamos mais fortes, decididos e maduros. Não adianta de nada passar por tudo que passamos se não acrescentamos significativamente isso ao nosso caráter. Por isso acredito que mudar seja uma necessidade de fundamental importância para crescermos.
Dito isso, aqui cabe alguma explicação. Não venho publicando justamente por essas mudanças. Acredito que a organização seja um teor fundamental para quem escreve. E como se sabe, na transformação a cabeça, as idéias estão em fluxo de renovação e o que ocorre com isso é o total desacordo da reorganização mental com a escrita.
Portanto, enquanto me mudo, vou escrevendo essas palavras. Mas digo uma coisa que acho certo, estão para vir escritas minhas que na minha compreensão serão de substancialmente o resultado de tudo isso. Enquanto isso ocorre, tentarei, homericamente, tecer alguns textos que acho significativos para a vida cotidiana de nossa nobre, mas ainda semi-primata humanidade.
Abraços, e me perdoem a ausência.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Intervalo - Eleições Americanas - Obama


Como não existe espaço para ficar duas publicações lado a lado no blog, apartir de agora vai acontecer entre os anjos caídos os "INTERVALOS". São textos que tratam das mais diveras áreas. Hoje é sobre as eleições americanas e o fenômeno Obama.


SIM, ELES PODEM!

As eleições americanas foram um espetáculo bem ao estilo hollywoodiano. O mal o bem, o herói, o bandido que se redime no final, a reconquista do sonho perdido: Democracia e Liberdade. O mundo ficou acordado até altas horas da madrugada para ver no final o moçinho vencer e vê-lo presidente eleito da maior potência do mundo. E nós ficamos alí observando cada desdobramento dessa história.
E ficou claro, eles podem!
Não são a maior potência a toa, não construiram o que construíram para vir a família bush e botar tudo à terra arrasada. Não, eles não iam deixar assim.
Tinha passado por uma eleição vergonhosa na primeira do Bush filho, onde milhares de pessoas não tiveram seu direito de votar válido, principalmente negros. E pela bagatela de 500 votos a mais, na mão grande o premio nobel da paz deu adeus a política e foi cuidar da natureza. O país da democracia deixava claro que o seu sistema "democrático" era ineficiente e falho. As bases começaram a ruir.

Houve o 11 de setembro. O mundo viu de boca aberta a maior potência mundial ser atingida no seu coração (o bolso). Cá entre nós, ninguém ainda explicou direito aquilo, os cospiradores de plantão dizem que foi o próprio governo que armou tudo para justificar o ataque ao "oriente petrolífero médio". Mas tudo bem.

Ok. Invadiram o Afeganistão atrás do Obama, digo Osama, depois com a justificativa de estarem fazendo arsenal nuclear, e sem o consentimento da ONU (para que mesmo?) invadiram o Iraque, não acharam lhufas, mas continuam lá procurando (é o que as más línguas dizem).
Como se não bastasse as guerras, os EUA se negam a assinar os acordos que se referam ao meio ambiente, a emissão de gases tóxicos. Mas não tem problema eles só são responsáveis por 25% da emissão de gases na atmosfera, tá tudo bem.

Desacreditados, ameaçados, arruinados moralmente, abrindo falência, os EUA entraram nas eleições com um único propósito: revogar toda essa imagem que a grande potência criou no imaginário mundial. De um lado o braquelo rambo do Vietnã do outro o negro intelectual de Harvard. Em um país que não esconde o racismo, aí estava a prova de escancarar de vez o que todos sabíamos sobre o histórico dos negros na América. Mas contrariando todos os pessimistas de plantão, Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos da América.

As eleições vieram a provar que sim, eles podem! Levaram milhões às urnas, e em uma eleição histórica não só mudaram a cor do presidente dos EUA, mas mostraram que em uma eleição eles podem mudar tudo o que pensam deles. Agora existe um país onde o sistema eleitoral é o mais democrático do mundo, pois é representativo e fez com que milhões fossem às urnas exigir mudanças. Que antes da guerra existe o diálogo, franco e aberto (até o Hugo Chaves se rendeu a a Obamamania). Que sim, deve ser revisto os acordos de emissão de gases na atmosfera e que é preciso rever a guerra do Iraque assim como do Afeganistão.

Em uma única eleição, um país abatido pelo medo viu em Obama a representação maior da mudança. Negro, de origem mulçumana, Barack foi a representação dos EUA para o mundo de que sim, eles podem mudar e mudar a opinião de quem quer que seja sobre os USA. Os americanos, e eu digo todos, provaram nessas eleições porque são a maior potência desse planeta, pois acima de tudo eles querem e podem!


sábado, 8 de novembro de 2008

Anjos Caídos - Capítulo I - Apresentações - Parte III

Fim da tarde. A mão fria da noite chega devagar. As pessoas se avolumam nas calçadas, os carros amontoam-se em disputa de espaço vazio e na avenida, flores disputam espaços com pedestres que teimam em cruzar fora da faixa de segurança.
Um homem em sua bicicleta usa sua roupa branca coberta por finas e dispersas farinhas que voam ao vento. No caroneiro uma cesta de pães pendura-se como malabarista. Ele corre apressado, está atrasado, costura os pedestres e adentra à avenida com displicência. A sinaleira logo a frente vai fechar e ele não irá ver isso.
Do beco sujo par a avenida movimentada saem Lúcifer com o anjo, ele a trás pela mão.
- Quero lhe apresentar Estevan, ele é argentino e chegou aqui há 11 ano, trabalha como padeiro - E aponta para o homem da bicicleta - Tem 5 filhos com uma brasileira chamada Nice. Ela cuida da casa enquanto o marido corre para sustentar a sua miserável família. Distribui comida que na sua casa falta. Ele espera chegar em casa cedo, corre para entregar a última encomenda, mas hoje não é seu dia. Um carro em alta velocidade cruzará a avenida e pegará em cheio o pobre ciclista de pães.
Manakel se afasta de Lúcifer com raiva e violência. Ele ri. Há um carro que cruza a avenida. Percebendo a cena e marcada de preocupação e anseio aponta o braço em sua direção:
- Afasta a dor que beija a morte _ Clama Manakel
O motorista desvia do curso fatal. Bate em um hidrante na esquina onde passa. A água se avoluma ao céu, cobrindo visões dos transeuntes. O jovem ciclista parece ter se salvado.
- Obrigada, pai! - Resa Manakel por pouco tempo.
O jovem corre para passar o aguacedo. Não enxerga nada, a água o atrapalha a visão. Um caminhão tenta desvenciliar-se do tormento. Acelera. Os dois abraçam-se na esquina. A lei da física faz com que Estevan voe já sem vida para o alto e depois ao chão.
- Não! - Manakel vê aquilo em pavor. Ela acredita que fez tudo certo para salvar a vida. Então, o que? Ela cai de joelhos lamentando. Chora encolhida como protegida em útero materno.
Lúcifer a observa em silêncio, calado. Sério.
- Oh, Senhor! Vós me destes o poder de suplantar a dor! E agora em sua ira divina me mostra a face cruel da morte como um castigo a minha queda... - Ela levanta seu olhar para Lúcifer - Ou foste tu, rei das trapaças, que fez a morte se anunciar diante de mim.
Lúcifer levanta Manakel pelo braço e a joga na parede dizendo:
- Tola Manakel! Acaso tu crês que a dor, a morte são obras da causa divina? - Ele segura o rosto de Manakel e força a olhar para o acidente - Olhe, Manakel! Olhe! Veja se não é o homem, que em seu livre arbítrio, procura na imprudência e acaso, a morte!
- Afasta-te, mentiroso! Ser vil! - Exclama Manakel empurrando Lúcifer que começa a rir sarcasticamente. Ele leva a mão ao bolso, tira um cigarro. Ela pergunta - Você ri de mim com total descaso? - Lúcifer esbofeteia Manakel.
- Acorda!
Manakel baixa a cabeça. O tapa dói mais dentro da alma que no rosto. Em desânimo e súplica ela olha par dentro de si e reza.
- Oh, Pai! Falhei mais uma vez. Como na primeira vez. Me rebelei e caí...
- Seja bem - vinda à turma - Ironiza Lúcifer.
- Assim como agora, não pude acalmar a cólera da humanidade e...
- Ainda achas que é tua culpa as falhas humanas? Que de ti depende a salvação dessas pobres figuras?
- O que queres Lúcifer, senhor da mentira.
- Lhe dar um sopro de vida.
- Como?
- Assim...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Anjos Caídos - Capítulo I - Apresentações - Parte II

O lixo se acumulava, ratos disputavam comidas com vermes. Disputa inglória, os roedores são sempre superiores. Salvo quando mortos e quando os seres menores tornam-se únicos.
Nesse beco deitada em berço nada esplêndido está Manakel desacordada. Ao lado dela Lúcifer a observar e canta: "Nana nenê, que eu vou te pegar, papai tá no céu e mamãe no seu lugar."
Manakel dispersa ainda confusa:
- Dói muito - sussurra ela.
- É a dor da humanidade que nos causa - Ironiza Lúcifer.
- Veio me receber em tua salvação? - Pergunta Manakel a Lúcifer.
- Não salvo ninguém, Manakel. Eu apenas mostro o nosso mundo.
Manakel senta e abraçada a seus joelhos chora.
- Falhei com meu pai. E em minha desgraça me rebelei e caí.
- Seja bem vinda a turma.
- Não pude acalmar a cólera dos homens...
- Pobre tola - Interrompe Lúcifer ferozmente - Ainda achas que és tua culpa pelas falhas humanas? Que de ti depende a salvação dessas pobres almas?
- O que queres de mim, senhor da mentira?
- Te mostrar a verdade, anjo caído. E que essa doa mais que a dor de ser mortal.
Lúcifer se levanta, estende a mão e diz, agora suavemente.
- Venha! E eu te mostrarei toda a dor, muito que da tua queda.
Na alta tarde o sol se apresenta como refúgio ao frio que teima em percorrer nossas ruas.
Lúcifer, aquele que tráz a luz, inclina-se em direção a Manakel que encostada a latas de lixo parece convidativa à mão que se estende a ela.
-Vamos, Manakel, vamos ver o meu mundo, quero lhe apresentar...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Anjos Caídos - Capítulo I - Apresentações - Parte I


... Depois, onde o tempo é muito para ser mensurado...

Na alta tarde de uma sexta-feira, dia 13. Porto Alegre movimenta-se velozmente ao encontro do aconchego dos lares ou bares. O centro, antes um dançar de pessoas numa revoada de pássaros, esvazia. Ao final restam apenas aqueles nobres encaltos a procura de um último freguês para algum produto ilegal ou a venda do corpo barato ou a espera do próximo passageiro para uma última corrida de táxi.

Antônio Sóbrio, o Toninho, tem 35 anos de praça, viu a capital gaúcha crescer, perder o porto dos casais, renovar seus habitantes, vigorar-se como metrópole rodeada de edifícios modernos convivendo harmoniosamente com prédios clássicos.

Hoje ele fica alí no largo quase ao lado do mercado público e da antiga prefeitura toda a madrugada, pegando os incaltos transeuntes da noite gaúcha, boêmios, prostitutas, drogados, atrasados, que passam por Toninho diariamente.

Mas hoje não é não uma noite dessas, hoje é um dia daqueles que das alturas caem expulsos do misericordioso.

Silêncio...

Estrondo!!!

Grito!!

Dor!

Como se do próprio céu expulsa, uma mulher cai no capô do carro de Toninho.

O palito antes repousado no canto da boca entra em descompasso com ela e acaba expulsá-lo.

O susto leva o velho taxista a pular do carro e perplexo vai em direção a frente do seu carro, agora um amontoado de ferro retorcido. Sua expressão ocila entre a perda material e a visão deslumbrante daquele corpo em seu carro.

-Mas o que é isso? Como... - Sua voz embarga, foge, some.

Uma expressão de dor vem da boca, que cospe sangue, de uma bela mulher de cabelos negros compridos lisos envolta em uma túnica fina, rasgada pelas ferragens.

De suas costas dois cortes profundos localizados nas costas marcam feridas muito menos profundas que a dor de sua alma que agora sente.

Ela agoniza, sua alma está dilacerada, seu corpo mutilado. Mas as ferragens parecem causar pequenos arranhões se comparado a sua angustia, sua dor moral. A mulher busca forças para se levantar, ergue-se de joelhos, tenta manter o peso, agora muito maior de seu corpo. Então ela houve uma risada. Virando-se em direção ao som do sorriso mórbido ela vê um homem vestido de uma camiseta branca, calça jeans, um tênis e sobre-tudo. Do canto esquerdo da boca ele tira um cigarro que teima em queimar. Dá uma última tragada, expele a fumaça e com um sorriso levemente irônico diz:

- Meu Paraíso... Meu mundo. Não achas tão real, Manakel?

Manakel até então imersa naquele caos, divaga.

-... Muita dor... Meu corpo todo arde... Minhas asas... Lúcifer?

- É a mortalidade, caríssima Manakel. Nós padecemos das dores terrenas. Os séculos a amenizam.
Manakel parece se levantar raivosamente em direção a Lúcifer quando é interrompida:
- Guria, filha duma... - Grita Antônio. Antes de concluir a frase, o anjo caído gesticula a mão com o braço em sua direção e sentencia:
- "Descansa no Senhor e espera nele. Não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus designo. Acalma tua ira e vá em paz".
Toninho põe a mão na cabeça, confuso olha para os seus colegas que não entendem o que ele faz no meio de uma rua sozinho. Apontam para ele.
- Tonhinho - Alguns gritam.
- Cara, chama a polícia duma vez. Não viu o estrago que este caminhão fez no teu carro? - grita outro.
Ele olha e vê um caminhão em cima de seu táxi.
- Quero ir para casa. - Conclui e sai andando confuso até perder-se na multidão.
Manakel já do outro lado da rua fixando-se raivosamente em Lúcifer, cambaleante afirma:
- Não sou um anjo caído... - Sua voz inebriada acusa sua fraqueza. Suas pernas não suportam mais o peso do corpo dolorido.
- ...Sem ...Forças... - Desaba.-
Calma aí! - Diz Lúcifer indo em socorro ao anjo - Não vai estragar essa linda carinha na calçada. - Ele a pega no colo - Uf! Como a mortalidade é curiosa. Depois que perdem as asas ficam mais pesados.
Continua

sábado, 11 de outubro de 2008

Anjos Caídos - Prólogo


Deitado em uma cama em berço esplêndido, tornei-me testemunha de um sonho (ou seria a plena realidade?)

O Fato foi que por meio de um beijo eu despertei.



...HOUVE ENTÃO UMA GRANDE BATALHA NO CÉU.

MIGUEL E SEUS ANJOS GUERREARAM CONTRA O DRAGÃO

O DRAGÃO BATALHOU JUNTAMENTE COM OS SEUS ANJOS, MAS FOI DERROTADO, E NO CÉU NÃO HOUVE MAIS LUGAR PARA ELES.

ESSE GRANDE DRAGÃO É A ANTIGA SERPENTE. É AQUELE QUE SEDUZ TODOS OS HABITANTES DA TERRA.

O DRAGÃO FOI EXPULSO PARA A TERRA, E OS ANJOS DO DRAGÃO FORAM EXPULSOS COM ELE.
OUVI, ENTÃO UMA VOZ FORTE NO CÉU, PROCLAMANDO:
"AGORA REALIZOU-SE A SALVAÇÃO, O PODER E A REALEZA DO NOSSO DEUS E A AUTORIDADE DO SEU CRISTO.
PORQUE FOI EXULSO O ACUSADOR DOS NOSSOS IRMÃOS, AQUELE QUE OS ACUSAVA DIA E NOITE DIANTE DO NOSSO DEUS.
ELES, PORÉM VENCERAM O DRAGÃO PELO SANGUE DO CORDEIRO E PELA PALAVRA DO TESTEMUNHO QUE DERAM, POIS DIANTE DA MORTE DESPREZARAM A PRÓPRIA VIDA.
POR ISSO, FAÇA FESTA, Ó CÉU.
ALEGREM-SE OS QUE AÍ VIVEM.
MAS AI DA TERRA E DO MAR, POQUE O DRAGÃO DESCEU PARA MEIO DE VOCÊS.
ELE ESTÁ CHEIO DE FUROR, SABENDO QUE LHE RESTA POUCO TEMPO"

(APOCALIPSE 12,7-12)