quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Caros Senhores da Vida, Tenham Sangue em Suas Veias

Caros senhores da vida, tenham Sangue nas veias que correm por seus corpos, tenham tino de perceber a notável vida que corre em seus olhos. Um tolo gritava em um seminário sobre a cidade: - Santa Maria é referência em saúde. Outro, mas sábio, respondia: - Para quem tem plano de saúde, sim. E se nossa comparação são outras cidades da região, então não sei qual o parâmetro usado para comparar cidades com cidades, em primeiro lugar porque essas tem um número muito menor de habitantes que nossa cidade e outra é o perfil que tem Santa Maria em comparação com as demais cidades, portanto não confere a realidade que a nossa cidade é referência em saúde.
Tirando o fato desse debate anteriormente citado não ser fictício, o que presenciei recentemente em um hospital público em Santa Maria foi lamentável. Um senhor de 75 anos passou mal bocados para poder marcar uma cirurgia de emergência. Algum desaviadado (sim, desavisado) pode dizer que é muito o número de pacientes e mínimo o número de médicos, mas convenhamos que o trato com o ser humano deve ser no mínimo pré - requisito para a preservação da vida. E isso definitivamente não existe. O senhor que chegou para uma cirurgia às 8 horas da manhã foi liberado às 17 horas para voltar dois dias depois. Ele voltou para entrar na sala de cirurgia e ser dispensado 3 horas depois porque a cirurgia anterior tinha demorado mais do que devia. Resultado, o senhor de 75 anos, meu pai, ainda espera, na fila, um dia ser atendido. Enquanto isso o tempo vai passando, passando, passando.

sábado, 17 de outubro de 2009

Analfabeto Informático

Recentemente deparei-me com um novo (ou talvez nem tanto) fato que vem acontecendo sistematicamente com os usuários da Internet: Estão se esquecendo de como usar a acentuação, 0 uso de letras em determinadas palavras, concordância, pontuação, enfim uma gama de recursos da língua portuguesa que utilizamos cotidianamente na construção de nossos textos seja no Word ou em e-mails.
O que tem acontecido é que esses instrumentos, para a boa utilização da informática, possuem ferramentas de correção que ajudam na formulação do texto. Esses recursos, de certa forma importantes, tem resultado em um fenômeno, no mínimo interessante. Acostumados a correções como do Word ou e-mails, o usuário não mais se preocupa o porque de tal palavra é utilizada de determinada forma. A consequência disso é que na escrita manual, sem os recursos da informática erros grotescos tem acontecido de forma sistemática e corriqueira.
Para exemplificar isso, tomarei um exemplo. Aconteceu em um seminário. No determinado momento do dito seminário, foi pedido que nós nos reuníssemos em grupos, o que aconteceu de forma natural. Não vem ao caso o conteúdo, mas em determinado momento o orientador dos trabalhos pediu para nós escrevermos em flip sharp para posterior apresentação, o que aconteceu foi uma sucessão de erros grossos que comummente não acontecem. Esse exemplo, não é uma exessão, muito antes pelo contrário, tem se tornado comum aos usuários da língua portuguesa.
Uma nova geração de escritores analfabetos informáticos tem surgido. Com o emprego muito mais comum no nosso dia a dia, a utilização de ferramentas de correção tem se tornado uma espécie de muleta cotidiana em nossas vidas.
Soluções? não se avoluma nada no horizonte, na verdade, pelo que tem se percebido é de certa forma a ignorância de tal fato. Espero, sinceramente estar errado, mas é que é preciso rever, nesse ponto, até o ensino da língua portuguesa e de forma profunda. Estudar tal fenômeno propor linhas de soluções para isso.
PS: Nesse texto foram utilizados seis vezes ferramentas de correção. Falta de letra ou uso errado e também a utilização de sinônimos a fim de não acontecer a redundância da palavra.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mundo dos Fragmentos

Outro exercício. Queria saber como está meu fluxo de pensamento e organizá-lo no texto. Portanto, pensei em algo relativo a observação do cotidiano com a idéia de fragmentos.
Vivemos no mundo dos fragmentos. Tudo, absolutamente tudo vemos e trabalhamos de forma fragmentada. O pai não vê mais a família, mas os fragmentos que as compõem disassociados: esposa, filhos, sogras e apêndices. O aluno não vê mais o conhecimento que o invade mente a dentro, mas sim os cálculos, as letras, a música, enfim, tudo aquilo que de forma fragmentada não comportam em sua vida é desfragmentado.

Por ser sua vida em pequenos pedaços, em pequenos espaços temporais devem comportar todas as ações. O amor deve ser rápido. Aqueles de filme, é um olhar, um beijo e viverão felizes para sempre (enquanto o fragmento durar).

O conceito de fragmento, se fossemos estudar as cabeças dos seres humanos dessa terra, certamente encontraríamos lá páginas de Internet, tudo fragmentado em janelas virtuais. Cada livro lido é uma verdade absoluta (sim, senhor, estamos de volta às verdades absolutas), para ser logo em seguida desfragmentado e fragmentizado em outro livro e em outra realidade absoluta.

Por falar em absoluta, vivemos no absolutismo do fragmento. Nele temos tudo que de imediato nos satisfaz. Para que construir, se de uma parte se é de partes que se junta o todo? Porém, esse todo não está sendo percebido e de partes em partes vamos desmontando os nossos eu's, aquilo que faz perceber o quão profundamente enraizado estamos com o todo. Ele está aqui, ali, lá, faz parte da construção do homem. Fragmentados não percebemos qual parte que nos cabe nesse grão de terra.


Fragmentos soltos, desconexos, desapercebidos, desfragmentados.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Exercício de Diálogo

Esse é um exercício de diálogo. A idéia era ver como se desenvolvia o ritmo (o que, particularmente, eu gostei) durante o texto e como eu poderia deixar subentendido algumas situações. Como exercício vale a pena. É bom ver como se desenvolve uma ação por meio de um diálogo. Gostei do resultadoe resolvi publicar aqui com o título de exercício de diálogo.
- Capaz? Jura?

- Juro.

- Que loucura!!

- Verdade, que loucura.

- Não acredito.

- Nem eu acreditva.

- Mas quando?

- Semana passada.

- Onde?

- No estacionamento.

- Capaz? Jura?

- Juro.

- No estacionamento, poxa.

- Pois é. No estacionamento.

- Que horas?

- Altas da madrugada.

- Beiiii

- Pois é. Beiiii...

- Cara, não acredito.

- Tô te dizendo.

- Não, não. Não pode ser.

- Mas digo e repito, foi no estacionamento, altas horas da madrugada. Uma loucura...



A secretária (que escutava a conversa) sai de trás da porta enfurecido.



- Mas de quem? De quem? Não se desenvolvem mais conversas como antigamente.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ausência

Mudanças, quer elas sejam das mais diversas formas, sempre acarretam em transformações, quer elas substanciais ou superficiais (físico). Quando acontece, o importante é que ao passarmos por tais mudanças, saiamos mais fortes, decididos e maduros. Não adianta de nada passar por tudo que passamos se não acrescentamos significativamente isso ao nosso caráter. Por isso acredito que mudar seja uma necessidade de fundamental importância para crescermos.
Dito isso, aqui cabe alguma explicação. Não venho publicando justamente por essas mudanças. Acredito que a organização seja um teor fundamental para quem escreve. E como se sabe, na transformação a cabeça, as idéias estão em fluxo de renovação e o que ocorre com isso é o total desacordo da reorganização mental com a escrita.
Portanto, enquanto me mudo, vou escrevendo essas palavras. Mas digo uma coisa que acho certo, estão para vir escritas minhas que na minha compreensão serão de substancialmente o resultado de tudo isso. Enquanto isso ocorre, tentarei, homericamente, tecer alguns textos que acho significativos para a vida cotidiana de nossa nobre, mas ainda semi-primata humanidade.
Abraços, e me perdoem a ausência.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Intervalo - Eleições Americanas - Obama


Como não existe espaço para ficar duas publicações lado a lado no blog, apartir de agora vai acontecer entre os anjos caídos os "INTERVALOS". São textos que tratam das mais diveras áreas. Hoje é sobre as eleições americanas e o fenômeno Obama.


SIM, ELES PODEM!

As eleições americanas foram um espetáculo bem ao estilo hollywoodiano. O mal o bem, o herói, o bandido que se redime no final, a reconquista do sonho perdido: Democracia e Liberdade. O mundo ficou acordado até altas horas da madrugada para ver no final o moçinho vencer e vê-lo presidente eleito da maior potência do mundo. E nós ficamos alí observando cada desdobramento dessa história.
E ficou claro, eles podem!
Não são a maior potência a toa, não construiram o que construíram para vir a família bush e botar tudo à terra arrasada. Não, eles não iam deixar assim.
Tinha passado por uma eleição vergonhosa na primeira do Bush filho, onde milhares de pessoas não tiveram seu direito de votar válido, principalmente negros. E pela bagatela de 500 votos a mais, na mão grande o premio nobel da paz deu adeus a política e foi cuidar da natureza. O país da democracia deixava claro que o seu sistema "democrático" era ineficiente e falho. As bases começaram a ruir.

Houve o 11 de setembro. O mundo viu de boca aberta a maior potência mundial ser atingida no seu coração (o bolso). Cá entre nós, ninguém ainda explicou direito aquilo, os cospiradores de plantão dizem que foi o próprio governo que armou tudo para justificar o ataque ao "oriente petrolífero médio". Mas tudo bem.

Ok. Invadiram o Afeganistão atrás do Obama, digo Osama, depois com a justificativa de estarem fazendo arsenal nuclear, e sem o consentimento da ONU (para que mesmo?) invadiram o Iraque, não acharam lhufas, mas continuam lá procurando (é o que as más línguas dizem).
Como se não bastasse as guerras, os EUA se negam a assinar os acordos que se referam ao meio ambiente, a emissão de gases tóxicos. Mas não tem problema eles só são responsáveis por 25% da emissão de gases na atmosfera, tá tudo bem.

Desacreditados, ameaçados, arruinados moralmente, abrindo falência, os EUA entraram nas eleições com um único propósito: revogar toda essa imagem que a grande potência criou no imaginário mundial. De um lado o braquelo rambo do Vietnã do outro o negro intelectual de Harvard. Em um país que não esconde o racismo, aí estava a prova de escancarar de vez o que todos sabíamos sobre o histórico dos negros na América. Mas contrariando todos os pessimistas de plantão, Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos da América.

As eleições vieram a provar que sim, eles podem! Levaram milhões às urnas, e em uma eleição histórica não só mudaram a cor do presidente dos EUA, mas mostraram que em uma eleição eles podem mudar tudo o que pensam deles. Agora existe um país onde o sistema eleitoral é o mais democrático do mundo, pois é representativo e fez com que milhões fossem às urnas exigir mudanças. Que antes da guerra existe o diálogo, franco e aberto (até o Hugo Chaves se rendeu a a Obamamania). Que sim, deve ser revisto os acordos de emissão de gases na atmosfera e que é preciso rever a guerra do Iraque assim como do Afeganistão.

Em uma única eleição, um país abatido pelo medo viu em Obama a representação maior da mudança. Negro, de origem mulçumana, Barack foi a representação dos EUA para o mundo de que sim, eles podem mudar e mudar a opinião de quem quer que seja sobre os USA. Os americanos, e eu digo todos, provaram nessas eleições porque são a maior potência desse planeta, pois acima de tudo eles querem e podem!


sábado, 8 de novembro de 2008

Anjos Caídos - Capítulo I - Apresentações - Parte III

Fim da tarde. A mão fria da noite chega devagar. As pessoas se avolumam nas calçadas, os carros amontoam-se em disputa de espaço vazio e na avenida, flores disputam espaços com pedestres que teimam em cruzar fora da faixa de segurança.
Um homem em sua bicicleta usa sua roupa branca coberta por finas e dispersas farinhas que voam ao vento. No caroneiro uma cesta de pães pendura-se como malabarista. Ele corre apressado, está atrasado, costura os pedestres e adentra à avenida com displicência. A sinaleira logo a frente vai fechar e ele não irá ver isso.
Do beco sujo par a avenida movimentada saem Lúcifer com o anjo, ele a trás pela mão.
- Quero lhe apresentar Estevan, ele é argentino e chegou aqui há 11 ano, trabalha como padeiro - E aponta para o homem da bicicleta - Tem 5 filhos com uma brasileira chamada Nice. Ela cuida da casa enquanto o marido corre para sustentar a sua miserável família. Distribui comida que na sua casa falta. Ele espera chegar em casa cedo, corre para entregar a última encomenda, mas hoje não é seu dia. Um carro em alta velocidade cruzará a avenida e pegará em cheio o pobre ciclista de pães.
Manakel se afasta de Lúcifer com raiva e violência. Ele ri. Há um carro que cruza a avenida. Percebendo a cena e marcada de preocupação e anseio aponta o braço em sua direção:
- Afasta a dor que beija a morte _ Clama Manakel
O motorista desvia do curso fatal. Bate em um hidrante na esquina onde passa. A água se avoluma ao céu, cobrindo visões dos transeuntes. O jovem ciclista parece ter se salvado.
- Obrigada, pai! - Resa Manakel por pouco tempo.
O jovem corre para passar o aguacedo. Não enxerga nada, a água o atrapalha a visão. Um caminhão tenta desvenciliar-se do tormento. Acelera. Os dois abraçam-se na esquina. A lei da física faz com que Estevan voe já sem vida para o alto e depois ao chão.
- Não! - Manakel vê aquilo em pavor. Ela acredita que fez tudo certo para salvar a vida. Então, o que? Ela cai de joelhos lamentando. Chora encolhida como protegida em útero materno.
Lúcifer a observa em silêncio, calado. Sério.
- Oh, Senhor! Vós me destes o poder de suplantar a dor! E agora em sua ira divina me mostra a face cruel da morte como um castigo a minha queda... - Ela levanta seu olhar para Lúcifer - Ou foste tu, rei das trapaças, que fez a morte se anunciar diante de mim.
Lúcifer levanta Manakel pelo braço e a joga na parede dizendo:
- Tola Manakel! Acaso tu crês que a dor, a morte são obras da causa divina? - Ele segura o rosto de Manakel e força a olhar para o acidente - Olhe, Manakel! Olhe! Veja se não é o homem, que em seu livre arbítrio, procura na imprudência e acaso, a morte!
- Afasta-te, mentiroso! Ser vil! - Exclama Manakel empurrando Lúcifer que começa a rir sarcasticamente. Ele leva a mão ao bolso, tira um cigarro. Ela pergunta - Você ri de mim com total descaso? - Lúcifer esbofeteia Manakel.
- Acorda!
Manakel baixa a cabeça. O tapa dói mais dentro da alma que no rosto. Em desânimo e súplica ela olha par dentro de si e reza.
- Oh, Pai! Falhei mais uma vez. Como na primeira vez. Me rebelei e caí...
- Seja bem - vinda à turma - Ironiza Lúcifer.
- Assim como agora, não pude acalmar a cólera da humanidade e...
- Ainda achas que é tua culpa as falhas humanas? Que de ti depende a salvação dessas pobres figuras?
- O que queres Lúcifer, senhor da mentira.
- Lhe dar um sopro de vida.
- Como?
- Assim...